Família obteve, por meio de Habeas Data, decisão judicial que garantiu acesso integral aos documentos mantidos pelo Conselho Tutelar, incluindo denúncia escolar que originou procedimento em nome de menor de idade.
Área: Direito Constitucional e Administrativo
Palavras‑chave principais: habeas data, direito de acesso à informação, transparência administrativa, defesa de menor, conselho tutelar
Decisão liminar favorável:
acesso integral determinado em 4 dias úteis
Medidas:
documento liberado integralmente; direito líquido e certo reconhecido
Ferramentas legais:
art. 5º, LXXII, CF / Lei 9.507/97
Uma família nos procurou após seu filho, estudante de 13 anos, ser alvo de denúncia encaminhada pela escola ao Conselho Tutelar. Embora o procedimento tenha sido concluído apenas com uma recomendação de acompanhamento psicológico, o órgão negou aos pais o acesso à denúncia original que deu origem ao processo.
Essa recusa impedia a família de compreender a real dimensão da acusação e de adotar medidas legais para proteger a honra e a imagem do menor.
Diante da negativa administrativa, nossa equipe atuou de forma célere e estratégica, impetrando Habeas Data com pedido liminar, sustentando que a recusa violava o direito líquido e certo garantido pelo art. 5º, LXXII, da Constituição Federal, que assegura a qualquer cidadão o acesso às informações que lhe digam respeito mantidas em órgãos públicos.
Defendemos que o sigilo invocado pelo Conselho Tutelar visa proteger a criança de terceiros, não podendo ser utilizado para impedir o acesso de seus próprios representantes legais — sobretudo quando o objetivo é exercer o direito de defesa.
Em decisão célere e integralmente favorável, o Tribunal concedeu a liminar, determinando que o Conselho Tutelar fornecesse cópia integral da denúncia e de todos os documentos do procedimento, reconhecendo o direito da família ao acesso à informação.
A decisão reafirma um princípio fundamental: a transparência dos atos administrativos e o direito inalienável do cidadão de conhecer as informações que o Estado detém a seu respeito.
Este caso demonstra a expertise da equipe na aplicação estratégica de remédios constitucionais para a efetiva tutela dos direitos fundamentais de seus clientes.